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sábado, 4 de janeiro de 2014

A Deus em Todo Tempo

Texto Áureo: Ec. 12.13 – Leitura Bíblica: 12.1-8
Ao final desta série de estudos em Provérbios e Eclesiastes voltamos justamente para o local onde começamos: o temor do Senhor. O autor do livro de Provérbios destaca que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria (Pv. 1.7). O autor do livro de Eclesiastes conclui que temer a Deus e guardar seus mandamentos é o dever de todo homem (Ec. 12.13). Na aula de hoje reforçaremos esse ensinamento, destacando, a princípio, que temer a Deus não significa ter medo dEle, antes obedecê-lo, em amor.

1. LEMBRANDO DO CRIADOR

A juventude é uma etapa na vida de muitas descobertas, muitos rapazes e moças, na busca desenfreada pelo prazer, acabam se distanciado do Criador. Por esse motivo, o autor do Eclesiastes convida os jovens a lembrarem do Criador, justamente nessa fase da vida (Ec. 12.1). Paulo também deu as mesmas instruções ao jovem pastor Timóteo, orientando que esse seguisse a justiça, a fé, o amor e a paz (II Tm. 2.22). As opções para a juventude são as mais diversas, muitos se dedicam exclusivamente para aquilo que traz satisfação, o prazer como um fim em si mesmo. O risco é o hedonismo distanciado de Deus, ou mais propriamente irresponsável, que destrata o ser humano. A juventude está sendo dizimada por causa das drogas, muitos perderam o poder de decidir, se tornaram escravos do pecado (Jo. 8.34). A orientação do sábio é para que os jovens se lembrem do Criador, antes que chegue o tempo da velhice, no qual dirão não encontro nele contentamento. Evidentemente, os velhos têm seu lugar no Reino de Deus, conforme destaca o salmista, muitos ainda dão muitos frutos (Sl. 92.14). O pragmatismo moderno pode incitar a desconsideração aos mais idosos. Mas isso não pode acontecer entre aqueles que servem a Deus. A mensagem do autor do Eclesiastes é uma comparação, entre o vigor da juventude, a busca pelo prazer, e a velhice, uma fase também de canseira e enfado (Sl. 90.10). Diante de tudo, a conclusão final do pregador é: “Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo homem” (Ec. 12.13), independentemente da idade.

2. APRENDENDO NA ESCOLA DA VIDA

A vida é uma escola e nela extraímos muitas lições, mas, diferentemente das escolas convencionais, passamos pelo teste primeiro, e tiramos as lições posteriormente. No livro de Eclesiastes, Salomão, em sua idade avançada, repassa instruções para os mais jovens, com base em sua experiência. Esse foi um dos homens mais sábios que já passou pela terra, estudou e investigou a respeito de vários assuntos, escreveu livros como Cantares, Provérbios e Eclesiastes (I Ts. 3.3-28). Ele teve o cuidado de organizar seus ensinamentos, dentro de uma abordagem que em nada deixa a desejar se comparados aos tratados filosóficos contemporâneos. Assuntos que foram tratados em Eclesiastes podem ser encontrados nos dias atuais nos escritos de Jean Paul Sartre e Albert Camus, considerados expoentes do existencialismo. A diferença é que esses não fundamentaram suas reflexões em Deus, mas nas investigações filosóficas. As palavras de Salomão, por sua vez, partem do equilíbrio, que procede de Deus (Pv. 8.6-11). Ele reconhecia que não falava apenas pelo seu intelecto, sua exposição não se firmava em dotes meramente humanos, mas em Deus, que O inspirou para refletir (Ec. 12.11). Percebemos, nessa declaração do sábio, a importância de meditar a respeito da fé. Muitos cristãos supõem que não é preciso refletir a respeito do que se acredita. Mas Jesus ensinou que uma das demonstrações de amor a Deus é o uso do pensamento (Mt. 22.37). A fé se sustenta não na razão, mas a razão pode ser utilizada para justificar a fé, por isso, crer é também pensar. O pensamento não pode ser um fim em si mesmo, como declara a filosofia moderna, mas é também uma prerrogativa cristã. A recomendação de Paulo é a de que saibamos em quem temos crido (II Tm. 1.2), e Pedro admoesta os crentes para que expliquem, quando inquiridos, sobre a fé que defendem (I Pe. 3.15). Na escola da vida, aprendamos as lições, a fim de crescermos na graça e conhecimento de nosso Salvador Jesus Cristo (II Pe. 3.18).

3. TEMENDO A DEUS

Mas a vida cristã não está fundamentada apenas no conhecimento, é preciso que aqueles que creem também demonstrem pelas ações, pois a fé sem as obras é morta (Tg. 2.14). Considerando que a vida é um presente de Deus, devemos viver não para nós mesmos, mas para Ele (At. 17.24-28). Somos responsáveis pelas nossas atitudes, não apenas diante dos homens, também perante Deus. Para tanto, devemos temer a Deus, em atitude de reverência, sobretudo de amor. Esse temor não é a mesma coisa que medo, muita gente tem medo de Deus, mas no amor não há medo (I Jo. 4.18). Esse é um temor obediente, não por imposição, mas por amor, na disposição para guardar os mandamentos de Deus (Ec. 12.13). Jesus advertiu que aqueles que dizem amá-LO guardam os mandamentos dEle (Jo. 14.21). Não devemos esquecer que o temor de Deus nos livra da impiedade e da autojustiça (Ec. 7.18), do perigo de achar que podemos agradar ao Senhor por meio das nossas obras (Ef. 2.8-10). Quando tememos a Deus, não somos atraídos pelo pecado (Ec. 5.6; 8.12), esse é o princípio da sabedoria (Sl. 111.10; 9.10). Aqueles que não querem saber do Senhor serão julgados no futuro, pois o momento chegará em que Ele fará distinção entre o justo e o injusto (Ec. 12.14). Aqueles que amam a Deus descansam na promessa de que nenhuma condenação há para eles (Rm. 8.1). Mas àqueles que morrem distanciados de Deus, que não se dobram a Sua palavra, e se negam a obedecê-LO, enfrentarão, no futuro, o julgamento final (Ap. 20.11-15). A Palavra de Deus responsabiliza o ser humano pelas suas ações, isso revela que não somos produto de um determinismo divino. Todos prestarão contas perante Deus das suas atitudes, considerando que a todos é dada a oportunidade para crerem (Jo. 3.16).

CONCLUSÃO
Os livros poéticos destacam o valor do temor do Senhor, sendo este o princípio da sabedoria. Essa verdade esboça um paradoxo em relação ao pensamento moderno, que valoriza apenas o acúmulo de conhecimento. Viver em obediência é o que há de mais sublime para o ser humano, porque essa é a vontade de Deus. Diante dEle, a vida que outrora estava destituída de significado, passa a fazer sentido. Pois nEle, e somente nEle, a nossa obra não é vã, isto é, deixa de ser vaidade, firmada em uma esperança eterna (I Co. 15.54,58).


Fonte:http://www.estudosgospel.com.br/

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