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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Salmo 23: Um modelo de liderança

O Senhor é meu pastor; nada me faltará. Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas, refrigera a minha alma. Guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome. Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, pois tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam. Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos. Unges a minha cabeça com óleo; o meu cálice transborda. Certamente que a bondade e o amor me seguirão todos os dias da minha vida, e habitarei na casa do Senhor para sempre. [Salmo 23].

Este Salmo mostra a forma como Deus, enquanto o Grande Pastor, cuida de suas ovelhas. Esta ilustração de Deus como pastor nos dá um dos maiores exemplos de liderança (senão o maior) que devemos tomar para nós enquanto líderes que buscamos a instrução do Senhor para direcionar nossas atitudes (como determina Provérbios 16:9).
O texto inicia-se proclamando que o Senhor é o meu pastor. Essa é a revelação de Deus para nós; é Ele dizendo que é nosso líder. Seguindo este exemplo, o líder deve assumir seus liderados, tornando-se responsável por eles. Deve revelar-se como aquele que os direcionará no caminho correto. Esta revelação, por sua vez, deve ser acatada e apreciada pelos liderados, uma vez que o líder será aquele que se responsabilizará, dirigirá e servirá a essas pessoas.
O Salmo segue afirmando que nada me faltará. Isto é provisão. O líder, em sua função de servo (como indica o exemplo de liderança ideal proferido por Jesus em Marcos 9:35), deve, dentro de suas responsabilidades e atribuições, suprir seus liderados com aquilo que os permitirá atingir os objetivos esperados para o grupo. O líder deve provê-los de motivação, esperança, determinação, alegria, direcionamento, segurança, senso de civismo e união, ensinamentos acerca daquilo que promove desenvolvimento individual e coletivo, etc.
Deus nos faz deitar em verdes pastos. Isto demonstra Sua serenidade no tratamento conosco.Provérbios 16:21 diz que “a doçura dos lábios promove o ensino”. Uma vez que o líder deve visar o ensino aos seus liderados (como fez Jesus, Salomão, etc), a serenidade torna-se essencial para o cumprimento dessa atribuição. Agindo com serenidade, o líder irá fortalecer sua liderança uma vez que o povo desejará segui-lo, pois terá prazer em ouvi-lo falar e vê-lo agir.
O texto continua dizendo: guia-me mansamente a águas tranquilas. Isto é fé. “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem.” [Hebreus 11:1]. É isto que o líder deve passar a seus liderados. Os liderados devem confiar nele. Devem ver nele uma esperança verdadeira, pois a confiança é a base para qualquer relacionamento. Uma vez que o líder deseje manter-se à frente de seus liderados, deve buscar desenvolver a relação que tem com eles.
Deus, segundo o texto, refrigera nossa alma. Isto mostra que Ele nos proporciona saúde. O líder, semelhantemente, deve promover a saúde de seus liderados. Deve zelar por sua saúde física, não exigindo deles tarefas insalubres; por sua saúde intelectual, ensinando aquilo que proporcionará a eles qualidade de vida, desenvolvimento pessoal (e/ou profissional) e aprendizado; por sua saúde emocional, criando situações que sejam da apreciação deles, promovendo bem-estar emocional e desenvolvimento social; por sua saúde espiritual, mantendo-os focados no objetivo de servir a Cristo e estar ligado a Ele, que é a videira verdadeira (João 15:1-10).
Deus também nos guia pelas veredas da justiça, mostrando que está nos dando direção, conduzindo-nos no caminho correto. Essa é a principal atribuição de um líder para com seus liderados: dar a direção correta. Para isso um líder deve ter sabedoria para, com sensatez, decidir qual caminho tomar. “No coração das pessoas sensatas mora a sabedoria, mas os tolos não a conhecem.” [Provérbios 14:33].
Deus, segundo Salmo 23, nos guia por amor do Seu nome. Isto é propósito de Deus nas nossas vidas. Da mesma forma, deve, o líder, agir de acordo com suas promessas: ele se comprometeu em assumir responsabilidades por seus liderados, ensiná-los e dirigi-los.

Pelo amor que tem por eles, o líder deve cumprir com suas responsabilidades na liderança, para que, através dele, os liderados possam desenvolver-se pessoal, mental, emocional e espiritualmente e atingir os objetivos que almejam.
Mesmo que andemos pelo vale da sombra da morte, não devemos temer mal algum. Isso mostra que perante as provações, que certamente teremos em nossa jornada, o Senhor nos dará proteção. Assim como Deus disse a Abrão (em Gênesis 15:1) para que tão temesse, pois Ele seria seu escudo, o líder deve, estando à frente de seus liderados, protegê-los daquilo que, por ventura, possa vir a corrompê-los e fazê-los desviar do caminho correto. As provações, quando muito duras, fazem com que as pessoas optem por descobrir caminhos “mais fáceis” para prosseguirem. Esses caminhos fazem com que se desviem do foco principal, prejudicando-os. Cabe ao líder proteger seus liderados dos males que possam fazê-los perder o foco naquilo que os beneficiará.
O texto prossegue afirmando que Deus está conosco, demonstrando sua fidelidade a nós. Fidelidade implica em constância. Sendo fiel, o líder deve demonstrar sua lealdade aos seus liderados constantemente; não deve ser algo temporário, apenas em determinadas situações, mas deve fazer parte da vida do líder. A constância indica a presença de um fator temporal, inferindo que a liderança se desenvolverá em uma relação bilateral conforme ela prossegue na linha do tempo. Quanto mais duradoura for essa relação de liderança (implicando em apreciação mútua e aceitação voluntária), mais forte será a influência do líder e a satisfação dos liderados; isso mostra a existência de amor mútuo. “O amor e a fidelidade se encontrarão.” [Salmo 85:10].
O texto diz: tua vara e teu cajado me consolam. Isto é disciplina. O cajado serve para que o pastor possa puxar sua ovelha de volta, quando desviada. Esta é uma forma de disciplina que deve utilizada pelo líder. Quando um liderado se desvia do caminho proposto a ser seguido, o líder deve dar a esse uma atenção especial e trazê-lo de volta ao caminho correto de forma aprazível, com conversas calmas, observações, ensinamentos, etc. A vara, por sua vez, indica uma forma de disciplina coercitiva. É um método mais duro, mas eficaz, pois promove sabedoria. “A vara da correção dá sabedoria.” [Provérbios 29:15]. Uma conversa mais ríspida pode ferir, mas deve haver o cuidado para que essa ferida seja apenas superficial; a sua correção poderá trazer de volta à vida aquele que está desviado. Cabe ao líder corrigir seus liderados de maneira apropriada, visando o bem de seus liderados, individual e coletivamente.
O salmista pede ao Senhor para que prepares uma mesa perante ele na presença de seus inimigos. Isto indica esperança na vitória. O líder deve passar esperança aos seus liderados. A esperança é a motivação: é o motivo através do qual a ação de se alcançar ou realizar algo é impelida. Sem motivação o grupo não prossegue. Portanto, cabe ao líder mostrar a seus liderados o motivo pelo qual eles seguem e devem continuar seguindo o caminho em que estão.
É pedido a Deus: Unges a minha cabeça com óleo. Isto implica na consagração de Deus. Consagrar significa dedicar a Deus. Uma vez que o líder visa a saúde espiritual de seus liderados, ele deve visar a santificação de deles; deve orar por eles (Tiago 5:16), ensinar o caminho correto (João 4:16) e agir de acordo com os ensinamentos de Cristo, pois o líder deve ser exemplo para seus liderados. Ele deve ser espiritualmente sábio para que possa transparecer isso a seus liderados, que o verão como um modelo. “Há entre vocês alguém que é sábio e inteligente? Pois então que prove isso pelo seu bom comportamento e pela sua maneira de agir, com humildade e sabedoria.” [Tiago 3:13]. A sabedoria só pode ser conseguida por Deus (Tiago 1:5) e é apenas através dela que é possível conhecer a Deus (1 Coríntios 1:21), para que se possa atingir a santificação.
O texto continua dizendo: o meu cálice transborda. Isto é abundância. Deus dá a seus eleitos o melhor. Semelhantemente, o líder deve promover aquilo que for o melhor a seus liderados. Os benefícios devem ser abundantes. O líder deve mostrar a seus liderados quão abundantes são as vantagens que trará para suas vidas e a ambição de seus objetivos.
O salmista afirma que certamente que a bondade e o amor lhe seguirão todos os dias da sua vida. Esta é a bênção de Deus. Esta atitude deve ser tomada pelo líder para poder beneficiar seus liderados. O líder deve afetá-los positivamente em âmbito emocional, intelectual, físico e espiritual. O líder deve ser apreciável por suas atitudes para com seus liderados, para este se torne mais um motivo pelo qual os liderados o seguem.
É afirmado que o autor do texto habitará na casa do Senhor, demonstrando a segurança que há em confiar em Deus. O líder deve passar a seus liderados um sentimento de confiança. Deve mostrar a seus liderados que não há riscos em confiar nele, e, conforme a relação se desenvolva, aumentar o sentimento de segurança que os liderados têm nele.
No final do texto, vê-se que a segurança, citada anteriormente, é para sempre, indicando eternidade. Dessa forma, o líder deve objetivar uma liderança duradoura, que perdure além de sua permanência junto aos liderados (como em Josué 24:31), através de ensinamentos e princípios sólidos sobre os quais os liderados possam fundamentar os valores que direcionam suas vidas. O líder deve ver seus liderados como filhos espirituais e instruí-los. “Eduque a criança no caminho em que deve andar, e até o fim da vida não se desviará dele.” [Provérbios 22:6].
Fonte:http://estudos.gospelmais.com.br/

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